CNI defende aceleração do acordo comercial com México

 

CNI defende aceleração do acordo comercial com México

04/09/2017

A CNI mantém sua posição de acordo de livre comércio com o México, o que significa reduzir a zero o imposto de importação de cerda de 90% do comércio entre os países, ou o mais próximo disso. Segundo o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, consulta ao setor privado mostrou que 88% considera o acordo atual insatisfatório para ampliar as exportações brasileiras e 87% entende que o Brasil deve negociar um amplo acordo de eliminação de tarifas com a inclusão de temas não-tarifários.

Os negociadores brasileiros e mexicanos estiveram reunidos sexta-feira (1º), na Cidade do México para tratar da ampliação do Acordo de Complementação Econômica entre o Brasil e o México. Para a CNI, a ampliação deste acordo é uma grande oportunidade para aumentar o comércio e o investimentos entre os dois países. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, o acordo aumentaria em 50% a corrente de comércio entre os dois países em dez anos.
Na última década, o México se tornou o quarto maior destino de investimentos de empresas brasileiras, alcançando US$ 3,9 bilhões, e o Brasil se tornou o segundo maior destino dos investimentos mexicanos. No comércio, o mercado mexicano se destaca como o 7º maior mercado do mundo. No entanto, o México possui acordo de livre comércio com Estados Unidos, União Europeia e Japão. E, no momento, os produtos brasileiros concorrem em condições desfavoráveis e só representam 1,2% do que os mexicanos compram contra 2,3% de produtos mexicanos nas importações brasileiras.

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